• Como está a qualidade da água em 7 estados
  • A qualidade da água está regular em praticamente metade das amostras. Em 71 delas, o cenário é pior: estão em situação ruim ou péssima.

    monitoramento

    O Dia Mundial da Água levanta discussões importantes sobre o tema, tais como escassez de água, seu uso consciente e também a qualidade da água que utilizamos. Foi pensando nisso que a ONG SOS Mata Atlântica fez um levantamento de 96 cursos d’água em 7 estado brasileiros para saber como está a água que bebemos.

    Os resultados revelam que 40%  apresentam qualidade ruim ou péssima e praticamente em metade das amostras está regular. Apenas 19 (11%) dos rios e mananciais – todos localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas – mostraram boa qualidade. E em nenhum local analisado a água é ótima. Os dados, divulgados na semana em que se celebra o Dia da Água (22 de março), foram coletados entre março de 2013 e fevereiro de 2014 e incluem um levantamento inédito envolvendo as 32 Subprefeituras da cidade de São Paulo, além de 15 pontos do Rio de Janeiro. Veja a lista completa dos pontos analisados no relatório técnico aqui.

     “A gente fala de uma crise de energia, a gente fala de uma crise se transporte, de segurança, e fala muito pouco da água. Só quando falta mesmo nas torneiras ou quando extravasa nos rios. E a gente não pode lembrar da água só nesses eventos climáticos extremos”, declara Malu Ribeiro, coordenadora da rede das águas SOS Mata Atlântica.

    Um córrego no extremo da zona oeste de São Paulo é uma das constatações positivas do monitoramento. A qualidade da água melhorou, principalmente por causa de uma obra, mas ainda há muito o que fazer. Quem sabe bem disso é a vizinhança, que vive uma rotina de incômodos, que fica muito pior em um dia de sol forte.

    Já as principais fontes de poluição e contaminação, segundo ela, são decorrentes da falta de tratamento de esgotos domésticos, de produtos químicos lançados nas redes públicas e da poluição difusa proveniente do lixo e resíduos sólidos descartados de forma inadequada nas cidades, além do desmatamento e do uso de defensivos e fertilizantes nas zonas rurais. “Os piores índices estão em áreas densamente urbanizadas”, explica Malu Ribeiro.

    Fonte: SOS Mata Atlântica/G1

    Segunda-feira, 24 de março de 2014.

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