• O que água, onça e gente têm em comum?
  • A água é vital, todos sabem, para o homem. Para a onça e os os outros seres vivos não é muito diferente. Pois bem, no semiárido nordestino este recurso é ainda mais valioso devido à escassez anual que a população (e os animais) enfrentam. Por vezes, nestas regiões, as chuvas deixam de cair por mais de um ano.

    A falta de água no sertão nordestino dificulta a formação de pastagens e faz com que criadores (principalmente de caprinos e ovinos) utilizem o sistema de manejo extensivo, no qual os animais permanecem soltos pastando na caatinga. O problema é que os animais acabam entrando na área de vida das onças (parda e pintada) e se tornam presas fáceis. Como resultado, para proteger sua criação, o homem caça as onças. Daí surge o que chamamos de conflito homem-animais silvestres (“human-wildlife conflict”, veja esquema abaixo), um problema que conservacionistas tentam mitigar com projetos financiáveis.

    Esquema do conflito homem-animais silvestres na caatinga

    Pensando nisso, um grupo formado por duas biólogas e uma agrônoma escolheu uma comunidade no sertão do norte da Bahia, Queixo Dantas, para implantar um Programa inovador que visa à conservação das onças, mas com um olhar social, pois onça, água e gente têm muito em comum.

    O Programa “Amigos da Onça: Grandes Predadores e Sociobiodiversidade na Caatinga” foi criado em 2012 e tem como objetivo principal a conservação das onças-pintadas e das onças-pardas na Caatinga, por meio (i) do conhecimento da ecologia e biologia destas espécies, e, (ii) da redução de conflitos entre homens e estes grandes predadores, ameaçados de extinção no bioma. Juntamente com o Instituto Pró-carnívoros e com parcerias de peso como CENAP/ICMBio, Panthera e Tetrapak já está fazendo render suas propostas de conservação de espécies e melhoria da qualidade de vida do sertanejo.

    A Amanari é uma das instituições parceiras deste belíssimo Programa.

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