• Embalagem de agrotóxico, ontem e hoje
  • Não faz tanto tempo assim, coisa de trinta anos, a recomendação para o descarte das embalagens de agrotóxicos era bem simples: enterrar em local elevado, longe de residências e animais e colocar aviso. Os agrotóxicos, muitas vezes, envelheciam e eram enterrados junto com embalagens vazias. Sem contar que, não raro, as embalagens eram descartadas junto com o lixo doméstico. A conseqüência danosa destas enterradas e destes descartes é óbvia: contaminação do lençol freático.

    Descarte irregular de embalagem de agrotóxico

    Descarte irregular de embalagem de agrotóxico

     

    Hoje a lei federal estabelece: quem fabrica e quem vende os produtos agrícolas é obrigado a receber o vasilhame de volta. É simples e objetivo.  Brasil, por incrível que pareça, é campeão mundial no recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos. Perto de 93% das embalagens colocadas no mercado brasileiro retornam para 376 locais de recebimento.  Sucesso quase absoluto.

    Cresce reciclagem de embalagens de agrotóxicos no Brasil.

    Para se ter ideia deste sucesso, no Canadá, o recolhimento atinge 70%, seguido da Alemanha (65%), Austrália (54%), França (55%) e EUA (50%). O primeiro mundo tá atrás, quem diria.

    O exemplo que hoje brota e se consolida no campo bem que poderia servir para a cidade, onde montanhas de lixo, de todos os tipos, acumulam-se em ruas, quintais e terrenos baldios. Muitos aterros sanitários, a céu aberto, e sem as características técnicas desejáveis, verdadeiras fábricas de urubus, recebem, desnecessariamente, toneladas de materiais que poderiam ser coletados e reciclados. Na agricultura o processo funciona e muito bem. Que tal funcionar agora no segmento veterinário, doméstico, químico, farmacêutico, de lubrificantes, de alimentos, de bebidas, e por ai afora?

    embalagensSexta-feira, 30 de novembro de 2012.

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