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  • Condomínios do Rio de Janeiro adotam sistemas de calhas para encher reservatórios em dias de chuva e outras soluções.

    Mostramos aqui na Amanari um sistema de armazenamento de água da chuva que pode ser feito em casa. Este sistema já é utilizado com sucesso no Morro da Babilônia, Rio de Janeiro, onde um condomínio de 16 apartamentos recolhe a água da chuva por meio de calhas que abastecem reservatórios com capacidade para 10 mil litros. Moradora deste condomínio, a estudante de jornalismo Débora Melo utiliza água da chuva para todos os serviços domésticos. “Lavo banheiro, passo pano na casa e molho as plantas”, conta Débora, que mora lá desde quando o edifício foi inaugurado, há um ano, pela prefeitura.

    No Morro da Babilônia, no Leme, a água da chuva é captada em calhas, segue em uma tubulação e cai diretamente nos reservatórios

    Um outro exemplo de uso racional da água na cidade está sendo realizado por meio de conscientização ambiental pela ONG Onda Verde, de Nova Iguaçu. Ela recebe diariamente mil alunos da região e ensina maneiras simples de como economizar água em casa. O ecólogo Hélio Vanderlei desenvolveu ações criativas para economizar água, a começar pelos banheiros da instituição. Nas torneiras, arejadores acoplados ao bico são responsáveis por diminuir o volume da água. Além disso, nos vasos sanitários, as descargas têm duas válvulas: uma de três litros e outra de seis. 

    “São pequenos truques que podemos adaptar em qualquer casa”, ensina Hélio. Na ONG, os alunos aprendem a desenvolver o sistema de captação da chuva e armazenamento da água. Lá, uma caixa de 5 mil litros abastece o lago da área de lazer e armazena a água que é frequentemente usada para regar o jardim e lavar o quintal. “É uma prática sustentável e uma economia para o bolso. Com a caixa, economizo mais de R$ 100 mensais”, completa.

    No edifício Alceu Amoroso, na Tijuca, a ordem também é combater o desperdício. Há dois anos, cinco reservatórios — cada um com capacidade para 5 mil litros — foram instalados para receber água da chuva. Um deles fica no jardim e possui uma conexão direta com o sistema de irrigação. Desde a implantação dos reservatórios, a despesa anual com a conta de água do edifício caiu de R$ 22 mil para R$ 14 mil.

    No edifício Viver, em Campo Grande, além de água da chuva, a técnica do reuso também é utilizada. A água oriunda de chuveiros e lavatórios serve para limpeza mais pesada. “Esta água serve, por exemplo, para lavar a calçada. Nosso reservatório de quatro mil litros fica cheio todos os dias”, revela o síndico Pedro Monteiro.

    Estas são algumas ideias simples que podem ser adotadas em nossa residência para evitar o desperdício de água. Quer saber como construir um coletor de água da chuva para armazenamento? Acesse aqui.

    Fonte: Agência O Dia

    Quinta-feira, 10 de abril de 2014.

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