Asfalto permeável – opção contra enchentes

por Yahoo Notícias

O asfalto permeável seria uma ótima aposta contra enchentes e contaminação do mar e o melhor de tudo é que ele já existe. Os moradores da cidade litorânea de Provincetown, no estado americano de Massachusets, já contam com a nova invenção.

Depois que 2.400 metros da principal avenida comercial da cidade foram substituídos por concreto permeável, em 2012, as praias pararam de fechar para banhistas em alta temporada, por causa da qualidade da água.

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O número de fechamentos das praias devido à contaminação bacteriana reduziu drasticamente, o que acabou fomentando novas fases do projeto, e fez aumentar a extensão do concreto permeável na cidade.

É um material semelhante ao concreto convencional, porém em sua mistura é reduzido, ou até eliminado, o agregado miúdo (geralmente areia).

O sistema de drenagem tradicional capta a água que escoa superficialmente sobre o pavimento impermeável e tenta direcioná-lo à um corpo d’água o mais rápido possível.

Os problemas que isso gera são bastante conhecidos: erosão e assoreamento de corpos d’água e mata ciliar, alteração na qualidade d’água, enchentes, necessidade de obras de contingência como bacias de retenção de fluxo, dentre outros.

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Já no concreto poroso, a intenção é fazer com que a água penetre e vá para o lençol freático, dando uma destinação “mais natural” às águas.

Isso provoca uma filtragem natural e evita que a velocidade de chegada ao corpo d’água cause enchentes.Porém é necessário repensar a estrutura de base do pavimento.

Ela deve ter a capacidade de armazenar a água durante certo período (para que ocorra a infiltração natural no solo ou encaminhamento ao sistema de drenagem alternativo), sem que sua capacidade de suporte seja alterada.

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No Brasil algumas empresas já estão estudando a implementação desse tipo de solução, mas as tecnologias geralmente são licenciadas por alguma patente estrangeira.

Terça-feira, 14 de junho de 2016.

Fonte: yahoo notícias

Projeto “Plantando Histórias”

Com o intuito de incentivar o contato das crianças com a natureza e meio ao seu redor, longe dos dispositivos e tecnologias a que estão inseridas nesta geração atual, a Amanari está realizando 0 Projeto Plantando Histórias nas escolas.

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Este projeto busca promover mudanças de valores, hábitos e atitudes com o plantio de mudas e por meio da educação ambiental para a sensibilização dos alunos nas escolas. Com o plantio de mudas no local onde estudam, os alunos têm a oportunidade de criar um vínculo com as árvores ao acompanhar seu crescimento junto com o relato de recordações de professores com a espécie plantada.

O projeto ainda está em fase inicial, sua proposta já foi aplicada no CEMEI – Cônego Manuel Tobias, na cidade de São Carlos-SP por Raphael Machado da Ong Amanari em novembro de 2015. A ideia é expandir o projeto para outras escolas.

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Os professores são os contadores de histórias, são responsáveis por compartilhar com os alunos suas experiências vividas com uma árvore da mesma espécie que será plantada na escola. Uma semana antes do plantio são entregues livretos contendo brincadeiras e conteúdo informativo das mudas aos alunos em sala de aula. Deste modo, os professores têm a oportunidade de trabalhar um pouco mais com os seus alunos as características e a importância das árvores que serão plantadas.

Se a sua escola tem interesse em aplicar este projeto aos seus alunos, entre em contato com a gente via e-mail (contato@amanari.org.br) ou mensagem inbox no facebook !

Quinta-feira, 04 de fevereiro de 2016.

 

Campanha contra degradação de mananciais

campanha Amanari contra degradação mananciais

Campanha Amanari contra degradação de mananciais

Texto da campanha alertando para os problemas nos mananciais em Araraquara

Texto da campanha alertando para os problemas nos mananciais em Araraquara

A preocupação com a água de beber é, desde sua criação, o foco da Ong Amanari. Em 2008, por exemplo, a Ong Amanari realizou campanha de esclarecimento junto a população de Araraquara. O objetivo era alertar sobre a situação de degradação dos mananciais de superfície utilizados para captação de água.

 

Amanari na EPTV (Rede Globo)

O telejornal EPTV da Rede Globo entrevista membros da ONG Amanari
17/04/2006

 

 

 

 

O que água, onça e gente têm em comum?

A água é vital, todos sabem, para o homem. Para a onça e os os outros seres vivos não é muito diferente. Pois bem, no semiárido nordestino este recurso é ainda mais valioso devido à escassez anual que a população (e os animais) enfrentam. Por vezes, nestas regiões, as chuvas deixam de cair por mais de um ano.

A falta de água no sertão nordestino dificulta a formação de pastagens e faz com que criadores (principalmente de caprinos e ovinos) utilizem o sistema de manejo extensivo, no qual os animais permanecem soltos pastando na caatinga. O problema é que os animais acabam entrando na área de vida das onças (parda e pintada) e se tornam presas fáceis. Como resultado, para proteger sua criação, o homem caça as onças. Daí surge o que chamamos de conflito homem-animais silvestres (“human-wildlife conflict”, veja esquema abaixo), um problema que conservacionistas tentam mitigar com projetos financiáveis.

Esquema do conflito homem-animais silvestres na caatinga

Pensando nisso, um grupo formado por duas biólogas e uma agrônoma escolheu uma comunidade no sertão do norte da Bahia, Queixo Dantas, para implantar um Programa inovador que visa à conservação das onças, mas com um olhar social, pois onça, água e gente têm muito em comum.

O Programa “Amigos da Onça: Grandes Predadores e Sociobiodiversidade na Caatinga” foi criado em 2012 e tem como objetivo principal a conservação das onças-pintadas e das onças-pardas na Caatinga, por meio (i) do conhecimento da ecologia e biologia destas espécies, e, (ii) da redução de conflitos entre homens e estes grandes predadores, ameaçados de extinção no bioma. Juntamente com o Instituto Pró-carnívoros e com parcerias de peso como CENAP/ICMBio, Panthera e Tetrapak já está fazendo render suas propostas de conservação de espécies e melhoria da qualidade de vida do sertanejo.

A Amanari é uma das instituições parceiras deste belíssimo Programa.

Quer saber mais sobre esse Programa?

Clique no ícone

No dia mundial do meio ambiente há o que comemorar

Neste dia mundial do meio ambiente de 2012, algumas notícias estampadas nos jornais de Araraquara, parece, indicam situações de regozijo ambiental. O jornal Tribuna Impressa nos informa que Araraquara é a sexta cidade em quantidade de árvores per capita no Estado de São Paulo e somente três cidades da região despejam o esgoto sem tratamento nos mananciais.

O sexto lugar na quantidade de árvores urbanas é um fato auspicioso. Mas algumas perguntas persistem. Qual a sanidade destas árvores? E os cupins? Qual a posição do município de Araraquara na certificação do selo Verde/Azul.

Somente três municípios sem tratamento do esgoto, também é positivo, ainda mais  que, destes três municípios, somente Rincão não tem previsão de implantação de ETE. Novamente as perguntas incomodam: qual é a eficiência da remoção de poluentes? Qual o destino do lodo retirado no tratamento?

 

Água de beber é tema central na Rio+20

O Rio de Janeiro sediará a conferencia das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável entre os dias 20 e 22 de julho de 2012, a Eco Rio+20. Desta vez a água receberá atenção mais especial ainda. Há a espectativa até da criação de um novo organismo na ONU para tratar exclusivamente do assunto. O Brasil defenderá a criação do Conselho de Desenvolvimento Sustentável para tratar da questão água e saneamento. A proposta brasileira  tem como objetivo consolidar uma instituição do mesmo nível da OMC, Organização Mundial do Comércio. Se sabemos da ecassez, do mau uso, a pergunta que fica é sempre a mesma: Por que isto ainda não aconteceu?

 

A situação da água é muito delicada, fazer alguma coisa só ja não basta

 

 

 

 

 

Principais áreas de atuação da Amanari

Em que pese o pouco tempo de atuação, a Amanari já logrou diversos êxitos e produziu importantes projetos:

-Projeto de recuperação do córrego Marivan, apresentado à Petrobras;
-Projeto Caminhando Sobre as Águas – convite a população para caminhar e conversar sobre a situação dos córregos que abastecem a cidade. Foram 3 eventos, sendo 2 no Marivan e 1 no Serralhal;
-Palestras: escolas públicas, SENAI, rotarys, etc;
-Palestras em entidades de bairros;
-Luta contra mudança plano diretor de Araraquara: contra implantação;
-Mil casas no entorno do Ribeirão das Cruzes;
-Projeto penas alternativas: com promotoria pública para conservação da área de preservação permanente no entorno do córrego Marivan;
-Conselho  consultivo do DAAE;
-Projeto promotores ambientais da cidade e do campo – parceria com INCRA e Uniara;
-Participação na comissão do parque dos trilhos;
-Campanha alertando para o problema da água;
-Plenárias do orçamento participativo;
-Projeto recomposição da mata ciliar do córrego Marivan – vencedor no orçamento participativo das cidades;
-Projeto Marivan Vivo - junto com a Ciesp.

Como surgiu a Amanari

A coisa toda começou com a interação entre algumas pessoas e um palestrante. A expectativa, para uma palestra sobre o Aquífero Guarani, em 2005, era só ouvir notícia boa. Tipo que o Aquífero é o maior do mundo, como ainda se lê na mídia a torto e a direito. Que ele é uma fonte inesgotável de água limpíssima. Que é um verdadeiro rio de água subterrânea. A grande maioria do ouvintes ficou incomodada quando o geólogo Júlio Perroni desmentiu tudo isto e acrescentou que, ao contrário do que se apregoa, pouco se conhece sobre ele. Que é água limpíssima sim, mas não é rio coisa nenhuma. Pior, explicou que não tem nada de inesgotável, mais dia acaba. Disse também, para espanto de todos, que a gente usa essa água mineral para lavar carro e dar descarga em vaso sanitário. Imaginem como o incomodo pode unir as pessoas em torno de uma idéia.  Era necessário fazer alguma coisa. No final de 2005 surge a Ong Amanari, nome que os índios de origem Tupi/Guarani utilizavam para designar água da chuva, água pura. Para não ser somente mais uma ONG ambiental, optou-se por acrescentar o objetivo do movimento já no nome. ONG Amanari-pela gestão sustentável da água.