• Barraginha – sinônimo de sucesso contra seca
  • Você sabe o que é uma barraginha?

    Este termo popular refere-se  a uma espécie de bacia coletora de águas pluviais (da chuva), que serve para armazenar e também ajudar na recuperação de lençóis freáticos por meio da infiltração da água no solo. Diversas barraginhas já foram implantadas com sucesso  em municípios da região noroeste de Minas Gerais e estão sendo implantadas em regiões do semi-árido nordestino.

    As barraginhas têm formato semicircular ou circular, com dimensões em torno de 16 metros de diâmetro por 1,5 a 2,0 m de profundidade, escavadas no terreno ao longo de estradas vicinais, de talvegues naturais e em propriedades rurais (consorciadas com terraços ou em áreas susceptíveis à processos erosivos). A tecnologia é de fácil aplicação e o mini açude para captação para água da chuva é feito em até uma hora e meia de trabalho de uma máquina pá-carregadeira.

    Luciano Cordoval, agrônomo da Embrapa Sete Lagoas de Minas Gerais é um dos divulgadores desta tecnologia e explica como funciona: “as barraginhas colhem as enxurradas e evitam erosão do solo. A água captada infiltra na terra e recarrega o lençol freático, elevando-o. Isso reflete no nível das cisternas.” Elas são como pequenos açudes que captam a água da chuva e a mantém represada, forçando a infiltração no solo e recarregando, consequentemente, reservas subterrâneas.

    Com o barramento da água, ocorre o umedecimento da área e aumento do nível do lençol freático, o que favorece o desenvolvimento da agricultura familiar, dando condições para o plantio de hortas, pomares, canaviais, bosques, assim como a criação de pequenos animais. “Isso é sinônimo de sustentabilidade na agricultura, com a geração de mais renda e qualidade de vida para as famílias”, explica Cordoval. Além disso, as barraginhas possibilitam a diminuição de danos ambientais, principalmente erosão e assoreamento, ao evitar enxurradas. Outro aspecto positivo é a revitalização de córregos e rios, o surgimento de minas e nascentes e consequente ressurgimento da mata ciliar.

    A meta após o reconhecimento, segundo o agrônomo, é dar ainda mais visibilidade ao projeto, classificado como tropical por sua amplitude de aplicação. A técnica é milenar nas regiões desérticas e vem sendo aperfeiçoada pela Embrapa Milho e Sorgo, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Assistam a entrevista com o Engenheiro Agrônomo Luciano Cordoval de Barros, quem desenvolveu e difunde as Barraginhas no Brasil.

    Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013.

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